No caso freeport, o sr primeiro ministro engenheiro jose socrates está chateado, estava antes, depois afinal não era culpado de nada e veio á tv fazer um discurso do obvio, mas afinal os procurados apenas não tiveram tempo para o ouvir, então afinal voltamos ás aguas de bacalhau, é triste ver politicos que não conseguem ser sérios, se o sr socrates (sim porque de primeiro ministro e engenheiro, tem pouco, mesmo assim ainda lhe dou a cortesia de sr) tivesse tomates, sim akeles entre as pernas, ele no primeiro dia deste caso vinha a publico e dizia o que tinha acontecido, porque claramente o nome dele esteve envolvido, que não seja só por ter sido o ministro do ambiente na altura e por isso sabia do caso, mas não era perseguições e teorias de conspiração, quem é que pode confiar numa pessoa destas?
Ultimas RSS Expandir | Atalhos
-
Duarte
-
miguel
Não faltava as SCUTS e agora o PSD querer mais e mais portagens por todo o pais, e o PS até concorda. Piada mesmo é irem pôr portagens na via do infante (a22) no Algarve, uma SCUT que por incrivel que pareça foi construida quase exclusivamente por fundos comunitarios, estando já paga!, o meu problema com isto não é que a en125 (uma estrada regional que passa por todas as povoações e com vários troços em más condições) não é alternativa ou porque a autoestrada já tá paga e é necessaria para o Algarve, mas porque portagens no geral são uma má ideia, foi-se criar autoestradas, CREL’s e CRIL’s mas depois tem que se pagar para usar, então claramente não são alternativa ou não foram estudadas para serem alternativas, então foram construidas para o que? infraestruturas como as autoestradas devem ser livres de portagens de modo a serem usadas da forma mais eficiente para se chegar onde se quer chegar, lisboa estaria muito melhor servida se os seus aneis de autoestradas não tivessem autoestradas.
Porque o que acontece é o seguinte, nós pagamos mais pela gasolina, pelos carros e pelas estradas em impostos e ainda pagamos pelas portagens (o seu custo como taxa e o custo do seu funcionamento, á poix isso tambem custa dinheiro), o mesmo acontece com as companhias de transportes, essas depois empurram esses custos para os clientes, NÓS, nós ainda pagamos mais por TUDO o que consumimos, não seria melhor fazer como lá fora e aumentar de forma razoavel um dos impostos automoveis para ir pagando as autoestradas (quem tem carro, paga um extra de forma a ir pagando as autoestradas), em vez de vender a alma ás brisas e afins com negocios sinistros e portagens… depois vemos o socrates a fazer conferencias a dizer que é assim que aumentamos a riqueza em portugal continua a confundir o estado com o pais, a riqueza de portugal são os portugueses, porque esses é que comem, vivem e trabalham em Portugal, quando mais dinheiro os portugueses tiverem no bolso mais riqueza tem Portugal!
-
vitimas
Portugueses resgatam 131 milhões de Certificados de Aforro!
Em Maio, o saldo líquido dos certificados de aforro voltou a ser negativo com os resgates a superarem em mais de três vezes o montante das subscrições.
Porque é que será? A piada mesmo é que o governo depois vem queixar-se das cotações no estrangeiro… ohhh porque é que ninguem quer emprestar dinheiro a Portugal, porque é que temos de pagar o dobro de juros que á meio ano atrás, é a porcaria das moody’s e todas as empresas de ratings, sim a culpa é delas…
O que me parece é que se tivessem certificados com juros decentes, tinham milhões a um preço muito mais convidativo que pelo mercado, e visto que os portugueses tem tendencia a esquecer-se dos certificados, era dinheiro que ia ficar no sistema por muito tempo, mas pois claro, isso seria ir contra os interesses dos bancos portugueses, isso ia tirar dinheiro dos bancos dos boys, ahhh e isso não podemos ter, então ficamos por aqui, na merda.
-
Zeca
“O Palhaço” por Mário Crespo
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar.A escolha é simples. Ou nós, ou o palhaço.
-
Zeca
-
miguel
“O Governo decidiu hoje em Conselho de Ministros encerrar cerca de 900 escolas básicas com menos de 21 alunos até ao final do próximo ano lectivo. A medida anunciada pela ministra da Educação insere-se no plano de reorganização da rede escolar e prevê a transferência de 15 mil crianças para novos centros escolares.”
Eu acho isto tudo ridiculo, uma coisa é fechar escolas porque existem melhores perto, isso sim, agora fechar escolas só porque tem menos de 21 alunos, boa ideia, é mesmo fechando escolas que melhoramos a educação em portugal, nada como crianças a acordar ás 5 da matina para ir para a escolinha, bem pelo o positivo pode sempre usar o magalhes pelo caminho (se a bateria aguentar X) ).
-
miguel
O Governo favoreceu a empresa JP Sá Couto e usou a Fundação para as Comunicações Móveis como intermediária no negócio dos computadores Magalhães, concluiu a comissão de inquérito.
Emídio Fernando -
NightProwler
Ricardo “Farfalha” Rodrigues
Ricardo Manuel de Amaral Rodrigues, jurista de profissão, ocupa actualmente o cargo de vice-presidente da bancada parlamentar do PS na Assembleia da República. É membro do Conselho Superior do Ministério Público eleito pela AR e membro da Comissão Parlamentar Permanente. Pertence à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, integrando a Comissão de Inquérito sobre a situação que levou à nacionalização do BPN e sobre a Supervisão Bancária Inerente. É ainda presidente da Subcomissão de Justiça e Assuntos Prisionais. Coordena vários grupos de trabalho, entre os quais se destacam o da protecção de vítimas de violência doméstica, o do regime jurídico de inventário, o dos dados do sistema judicial, o do código de execução de penas e o da lei do cibercrime
Em Novembro de 2003, era Ricardo Rodrigues secretário regional da Agricultura e Pescas do governo de Carlos César, rebenta o escândalo de pedofilia nos Açores, conhecido também por «caso garagem do Farfalha». Várias figuras conhecidas de Ponta Delgada vêem o seu nome enredado no escândalo, entre elas um conhecido médico e um procurador-adjunto, (convenientemente transferido para o Tribunal de Contas do Funchal)
Ricardo Rodrigues vê, também, o seu nome implicado e, antes que a coisa atinja outras proporções, demite-se do Governo Regional. Porém, apesar do falatório, o agora deputado nunca foi constituído arguido no processo.
No início de Janeiro de 2004, são conhecidas ligações de Ricardo Rodrigues a um outro escândalo, neste caso financeiro, que envolvia uma burla tendo por alvo a agência da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo, S. Miguel, a poucos quilómetros de Ponta Delgada.
A comunicação social passou a denunciar o que se segredava à boca pequena e, «indignado», o responsável socialista resolveu processar um jornalista que, não só referiu este caso, como também o malfadado escândalo de pedofilia. Cinco anos depois, o Tribunal da Relação de Lisboa não lhe deu razão e, espanta-se, no acórdão, por o deputado não ter sido investigado nem ter ido a julgamento, no processo de Vila Franca do Campo.
Ligações perigosas
Ricardo Rodrigues apareceu ao lado de uma loira espampanante que se apresentou nos Açores como uma milionária que estava disposta a fazer avultados investimentos na Região.
Emigrante no Canadá, dizia-se possuidora de uma considerável fortuna e teve direito a imensas atenções da comunicação social local. A seu lado lá estava Ricardo Rodrigues, como advogado e procurador da senhora. À conta disso, passeou pelo mundo. As coisas correram mal e a agência da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo meteu um processo à senhora por uma burla de muitos milhões de euros.
O inquérito policial que investigou Ricardo Rodrigues por crimes de «viciação de cartas de crédito e branqueamento de capitais» remonta a 1997 (nº 433/97.8JAPDL), sendo que relatórios da PJ enfatizam a sua estreita ligação à principal arguida, Débora Maria Cabral Raposo, entretanto detida e em cumprimento de pena, depois de vários anos com mandados de captura internacionais, e classificada pela polícia como «burlona e traficante de estupefacientes».
Rodrigues foi sócio e advogado de Débora, sendo que com ela frequentou os melhores hotéis e utilizou os serviços das mais conceituadas agências de viagens, tendo deixado um considerável rasto de «calotes»…(…)O estratagema encontrado para lesar a Caixa Geral de Depósitos foi arquitectado por Débora, ex-bancária e apontada como «cérebro da operação». Esta e o gerente da CGD, Duarte Borges, (primo de Carlos César e irmão de um conhecido magistrado judicial) engendraram um esquema de acesso a empréstimos fraudulentos servindo-se de um singular expediente. Como Borges usufruía de capacidade para conceder empréstimos até 2.500 contos, apenas com a finalidade de «adquirir novilhas para recria», angariavam supostos agricultores para acederem ao crédito, a troco de algumas dezenas de contos.
Denunciado em acareação
As declarações nos autos do ex-gerente da CGD são esclarecedores: «Foi referido pelo arguido, Duarte Borges, na acareação (…), que tem consciência que enviou vários milhares de contos (da CGD, provenientes de empréstimos agrícolas) à Débora Raposo / colaboradores, tendo indicado, entre outros, o arguido Ricardo Rodrigues. Mais, referiu que a Débora e os colaboradores, onde se encontra o arguido Ricardo Rodrigues, negociavam Cartas de Crédito, com dinheiros dos empréstimos fraudulentos em vários países».
Este expediente, permitiu à «associação criminosa» prejudicar o banco do Estado num valor aproximado de 1 milhão e meio de contos, utilizados em operações de «engenharia financeira» muito duvidosas e, segundo a PJ, com ligações a redes internacionais de tráfico de droga, com quem Débora Raposo teria estreitas relações. Um dos tentáculos destas operações era o Colégio Internacional, no Funchal, cujos sócios eram Débora , Ricardo Rodrigues e a sociedade offshore Hartland Holdings Limited, uma obscura empresa com sede num apartado da Ilha de Man, no Reino Unido.Autor da proposta (recusada) da criação da figura de um procurador especial junto da Assembleia da República
É também apelidado por deputado da VírgulaRelacionado com o n.º3 do artigo 30 do Código Penal (CP), referente ao crime continuado.
Contestações
«Pela primeira vez em texto de lei, o legislador diz que é possível aplicar este artigo a crimes pessoais, quando se trata da mesma vítima de, por exemplo, abuso sexual, violência doméstica ou pedofilia, quando até aqui este artigo apenas se aplicava a crimes contra o património».
No entender da Associação, este artigo «têm de ser abolido». «Vem a arrepio da boa doutrina e jurisprudência, colocando mesmo em causa os direitos humanos dos cidadãos, já que se alguém foi abusado sexualmente 50 vezes pela mesma pessoa, o arguido só pode ser condenado ao máximo de oito anos, quando no anterior Código poderia chegar à pena máxima (25 anos)», referiuBens patrimoniais e pessoas
O antigo Código Penal só admitia a figura do crime continuado nos casos dos crimes contra bens patrimoniais. Agora os bens pessoais também são abrangidos, mas o procurador João Palma considera “inadmissível” o mesmo nível de protecção.Alteração a posteriori
Os magistrados garantem que no projecto de alteração ao Código Penal não constava, na terceira alínea, a frase “salvo tratando-se da mesma vítima”, e quer saber quem propôs a alteração e em que altura foi IntroduzidaActas e projectos
O desembargador António Martins desafia os políticos a divulgarem os projectos das leis penais e as actas das audições na Assembleia da República dos diversos operadores judiciários, para que sejam clarificadas as alterações introduzidas. Os magistrados garantem não ter tido acesso a parte da alteração da 3.ª alínea e António Martins sugere que sejam divulgados os trabalhos preparatórios e actas.Consequencias no processo casa pia
Vários arguidos do processo de pedofilia da Casa Pia podem vir a beneficiar da alteração ao artigo 30, uma vez que em alguns casos são acusados de vários crimes sobre a mesma vítima.Ricardo Rodrigues – Deputado do PS rouba gravadores a jornalista
Ricardo Rodrigues eleito para Conselho Superior de Segurança Interna
Ricardo Rodrigues, o deputado do Partido Socialista que nesta quarta-feira se viu envolvido num caso denunciado pela revista «Sábado», que o acusa de ter furtado dois gravadores a jornalistas, foi eleito para o Conselho Superior de Segurança Interna.
Esta informação foi divulgada esta quinta-feira em Diário da República, mas é referente a 23 de Abril, conforme é possível confirmar aqui.
Recorde-se que Ricardo Rodrigues é advogado, tal como o social-democrata José Pedro Aguiar Branco, que também foi eleito para o Conselho.
O texto completo refere o seguinte:
Resolução da Assembleia da República n.º 38/2010
Eleição de dois membros para o Conselho Superior de Segurança Interna
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição e da alínea g) do n.º 2 do artigo 12.º da Lei n.º 53/2008, de 29 de Agosto, eleger para o Conselho Superior de Segurança Interna:
Ricardo Manuel de Amaral Rodrigues.
José Pedro Correia de Aguiar Branco.Aprovada em 23 de Abril de 2010.
O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
Segundo a lei orgânica do Conselho de Ministros, o Conselho Superior de Segurança Interna é o órgão interministerial de auscultação e consulta do Primeiro-Ministro em matéria de segurança interna, tndoa composição e as competências previstas na Lei de Segurança Interna.
O Primeiro-Ministro, que coordena a acção dos membros do Governo em matéria de Segurança Interna, convoca e preside ao Conselho Superior de Segurança Interna, propõe ao Conselho de Ministros o plano de coordenação das forças e dos serviços de segurança, dirige a actividade interministerial para a adopção das medidas adequadas em caso de grave ameaça à segurança interna e, finalmente, informa o Presidente da República dos assuntos respeitantes à condução da política de segurança interna. Algumas destas competências podem ser delegadas no Ministro da Administração Interna.
-
administrador
O Governo vai retirar 8 das 20 medidas anti-crise
O Governo vai retirar oito das vinte medidas anti-crise criadas na sequência da recessão económica
* O que cai:
- O alargamento do subsídio social de desemprego por mais seis meses
- A redução do tempo de trabalho que dá acesso ao subsidio de desemprego
- A majoração do montante de subsídio de desemprego para casais desempregados com filhos a cargo
- O reforço da linha de crédito para apoiar a criação de empresas por parte de desempregados
- A redução em três pontos percentuais das contribuições das empresas que têm trabalhadores com mais de 45 anos
- Os apoios aos trabalhadores em lay-off
- A requalificação de 5.000 jovens licenciados em áreas de baixa empregabilidade
- Eliminação do pagamento adicional do abono de família dos 2º,3º,4º e 5º escalões.* As principais medidas que se mantêm:
- A redução em um ponto percentual dos descontos das empresas que no ano passado tinham salários mínimos ou que ganhavam até 475 euros e que este ano fizeram aumentos de pelo menos 25 euros
- Os apoios à contratação que equivalem à redução e isenção de descontos para as empresas que contratem jovens, desempregados de longa duração e desempregados com mais de 40 anos de idade
- Os estágios para desempregados não subsidiados
- Os apoios para as empresas que contratem os estagiários no final do estágio
- A moratória para desempregados no pagamento da casa
- O programa INOV -
administrador
Trabalhar “por baixo da mesa” compensa > http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1578725



miguel 08:44 on 30/05/2010 Link
O Governo favoreceu a empresa JP Sá Couto e usou a Fundação para as Comunicações Móveis como intermediária no negócio dos computadores Magalhães, concluiu a comissão de inquérito.
Favorecimento à empresa JP Sá Couto, criação de uma fundação com o único objectivo de gerir o programa Magalhães, retirando a responsabilidade ao Estado, violação de regras da concorrência, falta de concurso público na atribuição, falta de transparência, má gestão da fundação e criação de um monopólio são tópicos que resumem as conclusões da comissão de inquérito.
O relatório, de 120 páginas, é particularmente arrasador para a Fundação para as Comunicações Móveis, não só como foi e com que objectivo foi criada, mas pelo funcionamento: má gestão, sem apresentar planos de execução, sem ter contas apresentadas e fiscalizadas e com poderes de decidir como, quando e a quem recebia os programas, que envolviam todo o projecto do Magalhães.
Os relatores não têm qualquer dúvida que a fundação só foi criada para gerir o programa Magalhães, mas numa gestão carregada de irregularidades.
A construção dos computadores foi entregue à empresa JP Sá Couto «sem concurso público» e com um processo que causou estranheza aos deputados: os contratos foram assinados em Setembro e os computadores começaram ser produzidos em Junho.
Assim, os relatores não poupam o Governo: foi pai da fundação e gestor, em vez de ser apenas regulador e fiscalizador.
O relatório conclui que ambos, fundação e Governo, «distorceram as condições do mercado, estabelecendo regras que apenas favoreceram uma empresa», e fugiram à elaboração de um concurso público internacional, como a lei obriga.
O relatório cita os responsáveis das operadoras de telemóveis, que acusam ainda a Fundação para as Comunicações Móveis de não cumprir prazos e ter dívidas.
Perante todas as irregularidades, os relatores recomendam que as conclusões do relatório, as actas da comissão de inquérito e toda a documentação recolhida sejam enviadas para a Comissão Europeia e para o Tribunal de Contas.
A comissão de inquérito ouviu, durante dois meses e meio, 36 pessoas, desde governantes a responsáveis de empresas, e recolheu documentos enviados por 21 entidades, governamentais e privadas.
Mesmo assim, ficaram por entregar documentos exigidos ao Ministério da Educação, à Fundação para as Comunicações Móveis e à empresa JP Sá Couto.